fbpx

Sim. 

Não.

Sim.

Nunca. 

Sempre. 

Nada.

Guardo dentro de um tupperware fora da geladeira.

No mesmo pote há quase duas décadas. Na geladeira. 

Não. Não é preciso. Aqui em casa, acaba logo. 

Nunca.

Já li justamente o contrário de puristas: jamais colocar na geladeira porque altera o sabor.

Sim. Mas só quando o pó é bom.

Não. Fica úmido.

Não. Perde o sabor com o choque térmico.

Sim. E não. Depende de quem guarda. 

Agora que uso grão, não guardo mais. 

Não. Um pote hermético cumpre bem a tarefa. 

Pote térmico e geladeira.

Nunca. Recipiente seco e bem fechado.

Pote e local seco.

Pote de vidro e temperatura ambiente. 

Pote hermético e geladeira.

Armário seco. 

Sim.

Sim. Em grãos. E só moído na hora de passar.

Não.

Jamais. 

Dizem que conserva mais o sabor. 

Não. Mofa.

Não. Pote de vidro em lugar seco. 

Não. Mas é preciso uma super lata hermética. 

No congelador. 

É elemento sagrado. Só pode ser guardado em lugar seco. Por três dias.

Congelador. 

Sim!

Geladeira, sim!

Não. Num pote de vidro dentro do armário. 

Nunca jamais em tempo algum.

Nunca teria me ocorrido.

Nunca!

Em grãos, nunca se coloca na geladeira. 

Sim!

Sim.

Às vezes, sim. Às vezes, não. Apenas bem fechado. 

Sim!

Um pote seco e bem fechado é suficiente. 

Para um bom apreciador, nada melhor que comprar em grãos e moer na hora. 

Minha tia guarda. Inclusive, vi três pacotes agorinha. 

Não. 

Na Amazônia, eu botava minha lata numa tina de água embaixo da casa de paxiúba para manter frio. 

Não.

Nunca. Basta ficar bem fechadinho numa lata ou num vidro. 

Gosto de manter na embalagem. 

Sim. Conserva melhor. 

Adoro. Mas me provoca ansiedade. Se bobear, até taquicardia. 

Não dá tempo.

Depende do consumo. Se você faz apenas uma vez por dia, pode guardar na geladeira. Conserva melhor o aroma. 

Sim. 

Alguém disse que preserva o aroma. Melhor obedecer. 

Sim. Parece que fica muito melhor. 

Não. Mas guardo no escurinho. 

Sim. 

Não. No armário. 

Sim.

Sim. Dentro de um pote hermeticamente fechado. 

Não. No armário. 

No cofre.

Seco. Pote. Armário. 

Uma vez, guardei na geladeira. Bem acondicionado. Quando fui fazer, tinha gosto de peixe-boi.

Sim.

Fora. Em pote de vidro. Hermético. 

Sim. Mas não faço a menor ideia da utilidade disso. 

Sim. 

Só depois de usado com óleo de coco como esfoliante. Senão no armário.

Sim. Vidro fechado. 

Sim. Mas para tomar vale tudo: até frio. 

Sim! Em pote hermeticamente fechado. 

Sim. Em pote hermeticamente fechado e escuro da NASA.

Depende do pó. 

Não. Amo. Forte. 

Às vezes. 

Sim.

Sim!

Não.

Não!

Nunca. Se bem que, aqui em Curitiba, dentro ou fora da geladeira, não faz a menor diferença.

O pó não. Mas, quando sobra pronto, ele vira cubos de gelo para bater no liquidificador com banana e leite. 

Vidro ou lata. Fora da geladeira. 

Sim.

Pode ser sim. Pode ser não. 

Guardo os grãos no armário. Moer na hora fica mais gostoso. 

Não. Guardo num potinho lindo que fica à mostra porque sou leonina. 

Sim. Em pote bem fechado. O cheiro nunca muda. 

Não.

Sim.

De vez em quando. 

Sim. Fica muito melhor. 

Num vidro e no armário da cozinha. Meu pai dizia que a luz tirava o sabor. 

E as pilhas?

Sim. Sempre!

Não.

Não. No armário.

Num pote de vidro hermético. Fora da geladeira

No armário.

Fica bom na geladeira?

Pote hermético de inox dentro do armário.

Jamais. Divide em dois potes. Quanto menos contato com o ar, mais o sabor será conservado. 

Obviamente sim.

Congelar é altamente recomendado. 

Sim!

Nunca.

Sim. Em pote de vidro. 

Sim. O ideal é colocar num recipiente fechado. 

Sim.

Sim. E também depois de pronto. 

Sim.

Não. Não tem espaço na geladeira para isso. 

Um pouco de pó em pote aberto tira cheiros da geladeira. 

Já guardei. Não guardo mais. Não faz a menor diferença.

Não!

Sim!

Sim.

Não.

Não. Dentro de um pote de vidro. 

Sim.

Não! 

Não! Numa simpática lata cilíndrica onde cabem exatos 500 gramas.

Você conhece um grande especialista internacional na matéria, que é o Will Prestes?

Jamais. Nunca tinha considerado essa possibilidade. 

Não.

Na geladeira. Numa embalagem que não entre luz. 

Sim.

Não. Tenho incômodo de pensar que vou colocar água fervendo em cima dum troço gelado.

Prefiro guardar num ambiente relativamente seco na própria embalagem.

Na geladeira, absorve cheiros e gostos de outras coisas. 

Hoje em dia, com um bom tupperware, a geladeira perdeu a sua vez.

Não. Mas deixo em pote de vidro bem vedado.

São tantos os costumes… Tomar sem açúcar já está de bom tamanho.

Não. Amo bem quente.

Guardo a embalagem dentro de um recipiente de acrílico que não deixa entrar ar e coloco na geladeira.

Não sou maníaca. Mas minha família planta e vende. Nunca colocamos na geladeira.

Já ouvi de profissionais as duas recomendações. Decidi não guardar na geladeira.

Sua vida mudará quando comprar um moedorzinho e moer na hora. Deixa de ser só o que é.

O pó na geladeira não perde o cheiro. Fica concentrado como guardado a vácuo.

Guardo na geladeira. Mas porque moro numa cidade em que tudo embolora. Pão de forma, fora da geladeira, embolora em dois dias.

Não. Mas deixo num recipiente hermeticamente fechado. E compro apenas 250 gramas de cada vez.

Guardo no cofre.

Como de colher.

Sim.

Sim.

Sim.

Não!

Nunca.

Nunca guardei na geladeira.

Eu sei, mãe. Mas li no rótulo que devia.

Tu sabes que eu não leio rótulos. É bom ignorar algumas coisas.

créditos da fotoEduardo Sterzi

Veronica Stigger é escritora, crítica de arte, curadora independente e professora universitária. Possui doutorado em Teoria e Crítica de Arte pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisas de pós-doutorado pela Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) e pelo Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP. É professora da Pós-Graduação em Histórias da Arte da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Entre seus livros publicados, estão Opisanie świata (2013), Sul (2016) e Sombrio ermo turvo (2019). Com Opisanie świata, seu primeiro romance, recebeu os prêmios Machado de Assis, São Paulo (autor estreante) e Açorianos (narrativa longa). Com Sul, angariou o Prêmio Jabuti. 

Então, gostou do texto? Envie seu comentário. Sua opinião é muito importante para nós.
Grato por navegar pela Plataforma Vida de Escritor – A casa da literatura no Brasil.